2017-09-04

“É a menina dos meus olhos”. Carla Moreira, uma líder movida pelo sonho

De regresso de férias, a Arfai apresentou com orgulho a sua nova fachada. Um marco na história recente da empresa que representa o terminar de um plano de investimento que contou 4 anos de mudanças e cerca de 1 milhão de euros. Fomos falar com Carla Moreira (CM), CEO da Arfai, que sonhou este projeto que procurou, sobretudo, construir uma Arfai mais moderna, mais produtiva e eficiente.

 

Sabemos que é um momento especial para si, que significado lhe atribui?

CM. Há muitos anos que estava no meu horizonte a mudança de imagem corporativa e das estruturas físicas, mas tratando-se de investimentos avultados, havia que os repartir no tempo e enquadrá-los financeiramente. É, portanto, simbolicamente, o fim deste percurso. A Arfai é a menina dos meus olhos e nunca escondi que o meu objetivo seria ter não as maiores, mas as melhores instalações, bem como as melhores condições para produzir e para trabalhar.

 

A fachada é só “a cara” de todo um plano de investimentos que decorreu ao longo dos últimos quatro anos. Quais foram as principais mudanças?

CM. Foram muitas e de caráter muito abrangente, mas diria que o milhão de euros que a Arfai investiu em 2014, 2015, 2016 e 2017 foi essencialmente para terreno que permitisse logradouro em toda a volta da propriedade e respetivos muros e gradeamentos, reformulação da Estação de Tratamento de Águas, revestimento de todas as paredes exteriores, cimentação de parques de estacionamento e áreas adjacentes, compra de equipamentos, remodelação da fachada do edifício e criação de novos espaços, nomeadamente da sala de amostras, cantina e gabinetes médicos. Contemplou ainda o investimento em software para a otimização do trabalho de gestão, remodelação do mostruário e renovação da frota da empresa que contava já quase 20 anos! O investimento mais recente foi levado a cabo durante o mês de agosto e tratou-se de uma das obras mais difíceis e morosas de concretizar: a substituição de todo o telhado da Arfai.

 

Quem a conhece, sabe que para si “as pessoas” são o capital mais valioso da Arfai. Em termos concretos, de que forma irão estas mudanças ter impacto nas condições de trabalho dos seus colaboradores e colaboradoras?

Eu acredito que as pessoas são mais felizes se os ambientes assim o ajudarem. O local de trabalho e as pessoas que nos rodeiam são o que mais contribui positiva ou negativamente para a nossa felicidade. É aqui que passamos a nossa vida. Não duvido que um colaborador que goste do local onde trabalha é um elemento motivado, mais feliz e consequentemente mais rentável.

Concretamente, acredito que uma cantina nova, ampla e com todas as condições para descansar ao fresco e até ler ou ver as noticias, trás a quebra no dia de trabalho que o trabalhador necessita e certamente produzirá mais e melhor no período da tarde. Paralelamente, estamos a criar espaços verdes, com zonas de lazer arborizadas para que aproveitem melhor a horas de descanso.

Por outro lado, o telhado da Arfai, com 23 anos, não detinha nenhuma condição térmica pelo que este novo telhado trará mais frescura no verão e mais calor no inverno. 

 

E no que diz respeito à produção? Com uma capacidade anual na ordem do meio milhão de peças, a Arfai vai produzir mais?

CM. Sim, acredito que sim pois o telhado existente, degradado no seu interior, contaminava, por vezes, a produção, provocando algum desperdício. Com a introdução de novo equipamento produtivo, nomeadamente na seção de vidragem, maior quantidade poderá ser produzida, com maior qualidade e menor desperdício.

 

E planos para futuro? De que forma pretende continuar a melhorar e modernizar a Arfai?

CM. Haja saúde e trabalho que ideias para o futuro não me faltam para que possa continuar a criar as melhores condições de trabalho (risos). Tendo as obras principais concluídas, iremos melhorar no interior em termos de restauro de algumas paredes e seções, sistemas organizacionais e investimentos de menor valor.

No período compreendido entre 2018 e 2020, o meu grande objetivo é melhorar o departamento de I&D, apostar na formação profissional e aumentar a eficiência energética das instalações e equipamentos, não descurando a parte humana que é sempre nuclear na vida da ArfaiNão sou feliz sem projetos, se não os tiver preciso inventá-los e como tal, tenho os olhos postos em 2020, os pés assentes na terra e uma equipa imparável em meu redor.

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